sábado, 19 de agosto de 2006

ESCLARECENDO E CORRIGINDO

CORRIGINDO OS DITOS POPULARES

Diz-se: "Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão..."
O correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão!...

No popular, se diz: "Cor de burro quando foge."
O correto é: Corro de burro quando foge!

Outro que no popular todo mundo erra: "Quem tem boca vai a Roma"
O correto é: Quem tem boca vaia Roma!

E ainda:
- É "a cara do pai cuspido e escarrado", quando alguém quer dizer '
que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: É a cara do pai esculpido em Carrara [Carrara é um ti-'
po de mármore, extraído na cidade de Carrara - Itália].

Mais um famoso: "Quem não tem cão, caça com gato."
O correto é: Quem não tem cão, caça como gato - ou seja, sozinho!

FRASES QUE O POVO DIZ

NAS COXAS.
As primeiras telhas dos telhados nas casas aqui no Brasil eram fei- '
tas deArgila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram
da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as
telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. '
Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

VOTO DE MINERVA.
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe.
No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Mi-
nerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é por-tanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA.
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menori-
dade de Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja '
proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e '
desmandavam no país, a frase casa da mãe Joana ficou conhecida '
como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

CONTO DO VIGÁRIO.
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vi-
gários contariam com a ajuda de DEUS, ou melhor, de um burro.
O negócio era o seguinte:
Colocariam o burro entre as duas paróquias e o animalzinho teria de
caminhar até uma delas; a escolhida pelo quadrúpede ficaria com a Santa.
E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um '
dos vigários havia treinado o burro. Desse modo, conto do vigário '
passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

FICAR A VER NAVIOS.
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácel-quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado.
Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte
do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Ca-
tarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o po-
vo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS.
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o
que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou '
Padova, sendo assim, não entender patavina significa não entender'
nada.

DOURAR A PÍLULA.
Antigamente, as farmácias embrulhavam as pílulas em papel doura-
do, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão '
dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo.

SEM EIRA NEM BEIRA.
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que '
conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal '
de riqueza e de cultura; não ter eira nem beira, significa que a pes-
soa é pobre, está sem grana.

O CANTO DO CISNE.
Dizia-se que o cisne emitia um belíssimo canto pouco antes de fa-
lecer. A expressão canto do cisne representa as últimas realiza- '
ções de alguém.

Fornecido por Paty.

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